Cristiane Poleto
Brasília DF - 17/12/2014

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Programa Habitacional - A casa própria ficou mais fácil em Brasília

24/07/11

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A casa própria ficou mais fácil em Brasília


Inscrições para programa habitacional devem ser feitas até 12 de agosto. Novo sistema lançado pela Sedhab e Codhab contempla até quem tinha dados na lista anterior



  Redação Jornal da Comunidade




Francisco Fernandes, 60 anos, cadastrado há 32 anos, perdeu a esperança e não confia no processo de seleção do GDFFoto: Dinah FeitozaFrancisco Fernandes, 60 anos, cadastrado há 32 anos, perdeu a esperança e não confia no processo de seleção do GDF

A Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Sedhab) e a Companhia de Desenvolvimento Habitacional do DF (Codhab) lançaram nessa segunda-feira (11) o novo cadastro de habitação do Programa Morar Bem. O projeto tem como objetivo viabilizar o sonho da casa própria para aqueles com baixo valor de renda. Ao contrário da antiga prática de doação de lotes, a nova política habitacional do Distrito Federal, em acordo com a Lei n° 3.877/2006, institui que as pessoas inscritas poderão concorrer à aquisição de casa ou apartamento, financiado em condições especiais pelo Programa Minha Casa Minha Vida.

Os critérios básicos para inscrição é ser morador do DF há pelo menos cinco anos; possuir renda familiar bruta de até 12 salários mínimos; nunca ter possuído imóvel no Distrito Federal e ter, no mínimo, 18 anos de idade. Para participar, é necessário preencher os dados do novo cadastro no site www.morarbem.df.gov.br até 12 de agosto. As pessoas já listadas no sistema da Codhab devem fazer o recadastramento. Quem não se cadastrar neste período, terá que esperar por 2012, pois o procedimento deverá ser realizado anualmente.


Apesar das novidades no método de cadastramento, a população perdeu as esperanças em programas do governo. Veranice Silva, 35, está com o nome na lista há 15 anos. Ela mora com os dois filhos, de 11 e 16 anos, em um imóvel alugado em Ceilândia. Apesar da persistência, Veranice não acha que será convocada. “Tem que ter fé, porque acreditar, não acredito”, declara.


Francisco Fernandes, 60, está cadastrado há 32 anos. Ele é casado e possui três filhos, de 30, 29 e 18 anos de idade. Ele, que mora em uma casa cedida por um amigo em Santa Maria, não confia no processo de seleção governamental. “Não acredito. Só ganham cooperativas falsas e pessoas desonestas. Meus filhos não querem participar porque também não acreditam. Continuo me cadastrando porque é que nem loteria. Vai que eu ganho”, considera.


Dalva da Silva, 45, já tem casa própria em Ceilândia. Os esforços gastos no deslocamento e na espera em filas são para recadastrar a filha, Márcia da Silva, portadora de deficiência mental. Dalva sustenta que Márcia precisa de um lugar para ela e para o filho de dois anos, também portador de deficiência mental. “Se o deficiente tem direito de ter moradia, estou lutando pelos direitos da minha filha e do meu neto”, pondera. Márcia recebe benefício do INSS, com o qual estaria apta a concorrer à aquisição de uma casa ou apartamento.


Para Dalva, as esperanças que tinha quando fez a inscrição em 2009, não existem mais. “Deixei nas mãos de Deus”, desabafa. No entanto, para Veranice Silva, o procedimento cadastral da nova política habitacional está mais organizado do que o anterior. Francisco Fernandes concorda e complementa que o método de financiamento é mais justo. “As pessoas têm de trabalhar para comprar um imóvel”, defende.


Serão construídas dez mil unidades habitacionais nas cidades do Gama, Samambaia, Recanto das Emas, Riacho Fundo II, Sobradinho e Santa Maria, as quais têm previsão de terem os projetos lançados no final do ano. Só será permitida uma inscrição por núcleo familiar. A pontua-

ção será levada em consideração de acordo com o tempo de vida em Brasília, o número de filhos e tempo de inscrição.


Quem não tem internet para se cadastrar, pode utilizar o sistema do governo na Administração Regional da cidade em que mora, nos postos de atendimento do Na Hora de Taguatinha, Ceilândia, Sobradinho e Gama ou na sede da Codhab e da Sedhab no Plano Piloto. Veranice, Francisco e Dalva foram ao prédio sede no Setor Comercial Sul, qd. 6 , bl. A, para efetuar o recadastramento. “Não sei mexer no computador. Aqui, recebo ajuda”, justifica Francisco.


Fonte: http://comunidade.maiscomunidade.com/conteudo/2011-07-23/imoveis/6186/A-CASA-PROPRIA-FICOU-MAIS-FACIL-EM-BRASILIA.pnhtml

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