Cristiane Poleto
Brasília DF - 16/12/2017

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Mercado imobiliário acredita que 2014 é o ano da recuperação

25/02/14

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O ano começa com a perspectiva de que os recursos da caderneta de poupança para o financiamento imobiliário cheguem a R$ 115 bi. Se isso acontecer, confirmará uma recuperação iniciada em 2013, quando esse montante subiu 19% em relação ao ano anterior.

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Isso pode tornar mais fácil em 2014 a realização do sonho de boa parte dos brasileiros: a casa própria. Com a possibilidade real do aumento de crédito, as construtoras começam a se animar e acreditar na recuperação dos negócios para este ano, após o acúmulo de resultados tímidos desde 2011.




Movidas a crédito, as empresas querem desovar estoques e, quem sabe, até retomar lançamentos que ficaram engavetados por causa do fraco desempenho da economia brasileira em 2013. Estima-se que quem quiser comprar imóvel terá disponíveis pelo menos quase R$ 173 bi para financiamentos, somados os recursos da caderneta de poupança e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).


No ano passado, o crédito aumentou, mas grande parte desse aumento é relativa à recuperação do nível de 2011, já que no ano seguinte, 2012, houve perda considerável no total de recursos para financiamento imobiliário por meio da caderneta de poupança. Segundo dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), o total de imóveis financiados com recursos dessa modalidade de depósito bancário ultrapassou 520 mil unidades em 2013, alcançando o valor recorde de R$ 100 bi. O montante é 19% superior aos R$ 84 bi destinados a 450 mil imóveis em 2012.


Para o ano da Copa do Mundo no Brasil, a expectativa do setor é de um acréscimo de mais 15% no volume de recursos, chegando à marca de R$ 115 bi. Só de janeiro a outubro de 2013, o crédito imobiliário cresceu 34% em comparação a igual período de 2012, atingindo R$ 88 bi, dos quais R$ 63 bi foram para pessoas físicas. O otimismo que renasceu ano passado tem um motivo. Os financia- mentos para empresas de construção, que fecharam 2012 em queda de 20%, se recuperaram quase no mesmo nível e subiram 19% nos primeiros 10 meses de 2013. Para a Abecip, o apetite dos bancos pela carteira imobiliária pode puxar um crescimento entre 15% e 20% nos financiamentos este ano, sem falar na melhora de caixa de construtoras e na manutenção dos níveis gera.


Preparando o boom no crédito, em outubro o Conselho Monetário Nacional (CMN) aumentou o valor máximo dos imóveis que podem ser financiados pelo Sistema Financeiro de Habitação (SFH) com recursos do FGTS e juros mais baratos. Com isso, o valor dos imóveis que o empregado pode comprar usando seu saldo do fundo subiu para R$ 750 mil em São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal, e para R$ 650 mil nas demais regiões. O limite anterior, de R$ 500 mil, estava em vigor desde 2009.


Para o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), Paulo Safady, a recuperação geral do setor virá em virtude dos investimentos federais em infraestru- tura e, sobretudo, da nova etapa do Minha Casa, Minha Vida. O programa federal de habitação representou cerca de um terço do total das construções de casas e apartamentos no país em 2013, segundo o Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea). Em ano eleitoral, os alvos desse esforço são as urnas, em outubro, e a tentativa de impulsionar o Produto Interno Bruto (PIB), ao mobilizar 1,3 milhão de trabalhadores.


Preço de imóvel no DF sobe menos



A especulação imobiliária em Brasília perdeu força em 2013. Entre as 16 cidades pesquisadas pelo Índice FipeZap de Preços de

Imóveis Anunciados, a capital federal foi onde os preços dos imóveis tiveram a menor variação no ano passado na comparação com 2012. Isso, no entanto, não significa que os imóveis tenham ficado baratos no DF. Mesmo que a especulação não seja tão forte quanto no final dos anos 2000, Brasília continua sendo o local com o segundo maior preço médio por metro quadrado *(R$ 8.819), abaixo apenas do Rio de Janeiro (R$ 9.937) e acima de São Paulo (R$ 7.815), a maior cidade brasileira. Em Brasília, o que impediu o avanço foi o excesso de oferta. Foram muitos lançamentos e, agora, os estoques estão altos. Um fato que se repete desde 2012.


Em conta

Vila Velha (ES) é onde a metragem dos imóveis é mais barata (R$ 3.820). Em Curitiba houve o maior aumento no ano (37,3%), apesar de a capital paranaense ocupar o 10º lugar em valor de mercado (R$ 5.067). Porto Alegre aparece na 11º posição (R$ 4.843). Nas praças onde os salários estão aquecidos, como o Rio de Janeiro e São Paulo, a tendência é de que a valorização dos imóveis permaneça nos mesmos patamares.


Morar ficou mais caro

O valor do metro quadrado no Brasil subiu, no ano passado, 13,7%, percentual bem acima da inflação prevista pelo Banco Central para o período, de 5,7%. Brasília foi o único lugar onde a alta ficou abaixo do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Na tabela ao lado, os dados referentes à Brasília foram alterados com base nos números do portal WImóveis. Onde aparece * o número está de acordo com o nosso levantamento.


 



pesquisa Wimoveis

• Amostra: 93.404 Imóveis

• Local: Distrito Federal

• Período: 2013 (x 2012)

• Preço Médio: R$ 4.087,80 m2

• Tipologias: 47


O instituto de pesquisa FIPE(USP), em parceria com o Zap Imóveis, vem pesquisando valores médios de imóveis em todo o Brasil. O Grupo WImoveis não tem como se posicionar sobre os preços nas cidades onde não atua.

Conduto, no DF, pela sua absoluta liderança, o WImoveis sente-se obrigado a se pronunciar, com o objetivo de esclarecer o público.


O primeiro item a ser observado é o universo pesquisado. Enquanto o FIPE/ZAP pesquisou os preços do metro quadrado de menos de 5 mil imóveis, no período de 2012 para 2013, o Grupo WImoveis pesquisou 93.404 imóveis, ou seja, 1.868% a mais. Desta forma, pela extensão de seu universo, os resultados da pesquisa Wimoveis são inúmeras vezes mais próximos da realidade do mercado imobiliário do DF. Pelas informações divulgadas nos meios de comunicação, podemos concluir que a pesquisa do FIPE/ Zap se restringe aos apartamentos das cidades do DF consideradas nobres e, de acordo com a própria pesquisa, designadas como sendo Brasília.


A pesquisa levantou que o valor do metro quadradofoi de R$8.670,00, com 4,2% de variação. Partindo dessas premissas, no Portal WImoveis.com, o valor de metro foi de R$8.819,64m2, com variação de 7,45%. Portanto, acima da poupança e menor que a variação da média nacional de 13,7%.

Das 47 tipologias pesquisada pelo WImoveis, apenas duas foram negativas (Casas: Guará e Paranoá); nove estão abaixo da inflação prevista para operíodo 5,7% e 36 acima, sendo as maiores variações de 48,60% para as tipologias Casas Núcleo Bandeirante e 33,85% para Casas Cruzeiro.

Mas para que você, leitor, analise melhor o mercado e tire a sua própria conclusão, montamos as tabelas abaixo, informando os valores do metro quadrado de diversas regiões e das três tipologias mais buscadas: apartamentos, casas e casas condomínios.


tabela1

tabela2



 


 


 


 


 

Fonte: http://www.wimoveis.com.br/

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